Pensamento Vadio

Maio 20 2008

Em pleno século XXI, em que nos países ocidentais (quase todos) gozamos de uma plena liberdade, até que ponto podemos dizer que somos livres? Não me acontece muitas vezes mas as vezes lembro-me daquele brocado de Direito que diz "a minha liberdade termina onde começa a tua", bem será que há várias liberdades e que elas podem chocar ou que cada um utiliza a liberdade com o grau que entende (e já isso é fruto da liberdade que possui)?

Não entendo como uma sociedade civilizada, ou melhor tendo em conta aquilo que os meus olhos vêem, que tenta cada vez mais ser civilizada com os seus seres gritantes de civilização e de direitos podem não entender o mais poderoso direito que temos, a liberdade. Penso que a liberdade é una, agora cada um de nós utiliza a liberdade que nos é posta à disposição no grau que entende, isto é, muita ou pouca como melhor lhe aprouver. Acho imensa graça aqueles que gritam viva a liberdade mas depois estão a criticar aqueles que usam a liberdade quase no seu extremo, sim porque o que utiliza de menos esse nunca é criticado.

Ora bem eu acho que devemos respeitar as opiniões de cada um, as escolhas de cada um sejam elas metafóricamente falando ficar calado ou mandar um berro. Acho que a liberdade nunca existirá plenamente enquanto nós não percebermos que ela deve ser respeitada no seu todo e não só o meio termo.

Os blogs são um exemplo desta atitude ainda retrógrada porque se somos livres podemos dizer o que queremos, a censura felizmente acabou, então para quê moderação de comentários? Aqueles que dizem algo de errado, ou inconveniente têm de saber que existe sempre o direito de resposta, porque, mais uma vez me socorro da velha sabedoria "quem diz o que quer ouve o que não quer".Pois se for o caso qual é o problema'?É com a troca de ideias que as atitudes mudam que o mundo avança. Se ficarmos todos quietos e calados o mundo não avança. Que seria de nós se Newton, Pitágoras, Marie Curie..e tantos outros tivessem ficado quietos e calados?(bem muitos estarão a pensar certamente no teorema de Pitagoras e a pensar, estaríamos bem melhor..teria tirado boa nota a matemática!).

A liberdade deve existir e deve ser respeitada, aqueles que não a sabem aproveitar esses existem meios de os voltar a inserir na sociedade (se bem que as vezes duvidosos) mas e aqueles que querem aproveitar e que são por vezes amedrontados por vozes, essas sim medonhas, que pugnam por uma velha versão de liberdade?Essas devem ser caladas porque para trás olha-se,mas não se anda!!

 

(Acho que se o Jerónimo de Sousa lê isto ainda me convida para escrever aqueles panfletos do sou contra tudo e a favor de nada)!!! Ups a minha liberdade acaba de chocar com a de alguém...pois é...Viva a liberdade de expressão!! 

 

Neurónios pensantes e livres :)

publicado por pensamentovadio às 21:04

Concordo perfeitamente contigo!
Acho até que muitas vezes quem fala em liberdade não sabe bem no que está a falar (não que eu me ache uma entendida no assunto). Brada-se a liberdade e que sim senhor, que estamos num país livre e que há liberdade de expressão, mas vai-se a ver e não é bem assim. Tenho para mim que o grande problema é que as pessoas não entendem que a liberdade existe e que TODOS temos direito a ela! O +unico limite à liberdade, para mim, é o respeito pela pessoa e liberdade do outro e é aqui (a meu ver, atenção), que encaixo o brocardo "A minha liberdade termina onde começa a tua". É que chegamos a um cúmulo em que eu dou por mim a dizer as pessoas que tenho o defeito de dizer tudo o que penso e de às vezes ser até bruta. E só depois reflicto e penso que se calhar eu não estou errada! Desde quando dizer o que se pensa é um defeito? É-no na medida em que não somos livres de dizer o que sentimos porque existe a ideia do "socialmente correcto". és encorajada a ser livre mas na medida em que as pessoas entendem que o deves ser. Isto não é nem nunca será a liberdade.
Lipa a 21 de Maio de 2008 às 11:34

A liberdade é a capacidade racional de afirmar as vontades e intenções, onde os outros animais só respondem por impulsos.
É a capacidade de caracterizar de criativa a acção Humana, sem k isso signifique um individualismo incoerente com a natureza colectiva do Homem.
É a capacidade de atribuir simbolismo ao agir e de responder única e exclusivamente pelos nossos actos, tendo somente a nossa razão como tribunal.
É a capacidade k o Homem tem, pese embora inúmeros condicionalismos sociais, de tornar as suas acções criativas e por isso, ao contrário dos outros animais, dar-se à... liberdade de ser desumano.
A liberdade é, enfim, um conceito inatingível na plenitude da sua definição e convém que assim seja:
- 1.º: pk no dia em k o Homem deixar de possuir o entusiasmo para procurar a liberdade morre;
- 2.º: pk a liberdade encontra a sua própria ruína na ausência de restrições k a razão a si própria impõe como forma de combater a arrogância e leviandade dakeles k se julgam totalmente livres.

Resumindo e concluindo, a liberdade “é algo k ninguém sabe explicar, mas k todo mundo sabe o k é”.

D.P
D.P a 22 de Maio de 2008 às 17:43

D.P és um ser complexo...que gosto de ler!
Eu discordo ctg num ponto mas o teu texto ta tão bom que sou incapaz de me opor! :)

Apesar do pós comentário (lol) agradeço o elogio ;)

De vez em quando faço um (grande) esforço e mudo o chip... e dps dá nisto!! Enfim, o meu coment deu, pl menos, p duas coisas:

1.º p surpreender, e
2.º p ñ t opores a algo k eu disse (o k é raro) lol

D.P
D.P a 27 de Maio de 2008 às 00:50

Sou uma pessoa injusta por vezes, devido às pessoas que todos os dias me vão influenciando e me vão mostrando como o ser humano pode ser traiçoeiro. Muitas vezes, este olhar desconfiado engana-se e por um lado sinto-me feliz por me enganar pois é sinal que a pessoa sobre quem deixei cair o meu olhar me surpreende pela positiva, me consegue mostrar um lado não visivel a todos (que nunca o fora para mim) mas ao mostrar-se consegue fascinar-me por me mostrar o desconhecido mas também por o desconhecido ser belo.Por outro lado fico triste, pois quando já não consigo ver por detrás da capa que todos usamos as qualidades daqueles que conheço é sinal que essas pessoas me estão a conseguir transformar num ser que não quero e já não consigo ver aquilo que realmente vale a pena!
aluap a 23 de Maio de 2008 às 19:37

para o DP:

.. a liberdade, um conceito inatingível na plenitude da sua definição(...)
...a liberdade encontra a sua própria ruína na ausencia de restrições(...)

No seu todo, percebi a tua linha de pensamento e concordo contigo....Definiste, sem falsos idealismos a liberdade, não a aclamada, poética e ingenuamente descrita liberdade, mas a real, a que contamos, a que nos é possivel...( Jamais pensei que podia escrever isto...)

Viva à liberdade!!! :) Viva à vida! Viva ao pró e Viva ao contra! Viva a nós que sabemos o que queremos! Mas Viva também aos que não sabem, porque não há cá discriminações! Viva ao falar e Viva ao estar calado! Viva a tudo e Viva a nada! Viva a todos e Viva a ninguém! Vivamos todos (em termos vida e sermos vivos)E viva a ti, a mim e a mais alguém!

P.S.: eu sei que este texto não é sobre dar vivas, mas é tão bom dar vivas que me apeteceu :)
Alguém a 24 de Maio de 2008 às 23:21

Viva!

D.P
D.P a 27 de Maio de 2008 às 00:51

Correndo o risco de levar com uma nas trombas: já escrevias mais qualquer coisinha...

Lipa a 28 de Maio de 2008 às 11:37

Maravilha.Tenho pena não ter descoberto o teu blog há mais tempo. És genial.
De qualquer modo, " recuar, só para tomar balanço"
( por alguma razão foste lembrar do PC, quando falas em liberdade...)gostei, sim senhor!!!
Ps: Tenho um reparo...a letra é muito pequena!
Beijos. Estou de olho em ti...
anamariacharrua a 30 de Maio de 2008 às 00:46

cara anamaria, os meu leitores aqui vêm os seus pedidos satisfeitos. A letra era pequena já aumentei, porque a única causa admissivel para não ler é mesmo não gostar nunca o tamanho da letra :)
saudações vadias :)

Já vi, está melhor, obrigada.Cliente satisfeita!Claro, escreves tão bem que só o tamanho da letra era impeditivo para te ler...
Beijinhos.

"O misterio não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha". Mas o pensamento não esbarra esse derruba e segue em frente!
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