Pensamento Vadio

Julho 08 2008

Não tendo na memória nenhum momento trágico, nenhuma partida imediata (pelo menos não da blogosfera), hoje decidi escrever sobre as despedidas.

Foi a última vez que te vi, foi a última vez que os nossos olhares se cruzaram, foi o momento de um abraço sentido, de um beijo profundo. Tu não sabias porque ficavas, eu não sabia para onde ir, apenas sabiamos que era a hora de partir, de seguir em frente. Tinhamos a esperança que a nossa a amizade e o nosso amor não esmorecesse com a distancia mas antes pelo contrário que através da saudade ele se fortalece-se e enraiza-se. Não fizemos juras de sermos amigos para sempre nem de nos amar-mos para todo o sempre. Não quisemos ficar presos ou deixar amarras no passado. Quisemos seguir em frente como se acabassemos de nascer. Um abraço, um beijo é tudo o que temos do passado.

a dor da despedida apesar de não ser forçada a isso calou-se, não gritou para ficares ou para eu ficar apenas se resignou áquilo que a vida nos impunha. Nenhum de nós pensou valer a pena lutar para não partir e então partimos...

Mas sei que vou ter saudades tuas e jamais irei esquecer os momentos partilhados embora não reciprocamente aproveitados porque um de nós já estava de partida.

 

"O acto de despedir é apenas um motivo para nos voltarmos a conhecer"

publicado por pensamentovadio às 20:39

"O misterio não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha". Mas o pensamento não esbarra esse derruba e segue em frente!
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